14/07/2009

Pontos de referência

O trabalho de Oficial de Justiça me fascina também pelo fato de ser um pouco investigativo.


A começar quando recebemos o mandado. Nele contém o endereço onde na maioria das vezes consultamos um mapa da cidade, ponto de referência e às vezes, telefone para contato, sendo que a maioria, quando ligaos, ouvimos a gravação: “número inválido”.


Mas nem todos os mandados são assim, com todas as informações necessárias. Alguns, são tão incompletos que, no começo, eu achava que fosse brincadeira ou erro, falta de digitação de parte do endereço por parte do cartório.


Já recebi alguns como:


"Avenida Aniceto Zacchi, Palhoça, SC" - Detalhe: A avenida é gigante, começa com o número 42 e termina com o número 989. Imagina, fácil, fácil...


"Estrada geral da Pinheira, depois da ponte" - Ah bom! Depois da ponte, claro. Qual ponte na praia da Pinheira? São várias e a praia é de grande extensão!


"Última casa da rua, em cima do muro" - Isso mesmo, em cima do muro. Eu não seria tão azarado em encontrar várias casas em cima do muro, por isso achei que, apesar do absurdo, seria mais fácil! Mas na verdade, o muro de divisa dos terrenos foi aproveitado para fazer a parede da casa numa rua sem saída. Custava escrever: "última casa encostada no muro do final de rua sem saída", ou algo assim?


"Casa amarela na última quadra com duas janelas na frente" - Na última quadra, TODAS tinham duas janelas na frente e cor amarela, três. A pessoa que eu procurava morava na casa de cor laranja. (Quem indicou o ponto de referência era daltônico, aposto!).



A melhor de todas foi: “casa amarelo-ovo com janela pink”.

Amarelo eu sei que era. Ovo, não. Amarelo-ovo é mais escuro, cor da gema, certo?


Mas pink, de certeza! Não tinha como não encontrar.