02/10/2009

Quem procura, (nem sempre) acha!

Como todos sabem, as duas últimas semanas foram de chuvas intensas e infelizmente um dia de chuva é o equivalente a três dias de atraso no trabalho de um Oficial de Justiça. Considerando que faço a região das praias, com estradas de areia, cinco dias de atraso:





Pensa que é fácil? Quer moleza? Senta no pudim, então! É por conta disso que ultimamente tenho demorado um pouco a escrever aqui, ok?

Na correria, tive a infelicidade de receber uns mandados onde não obtive sucesso por não encontrar a residência no local. É isso mesmo, o endereço eu achei mas não encontrei a residência. E ainda, as duas no mesmo dia, haja coincidência!


Esta de cima foi demolida no dia anterior em que fui no endereço. A pior de todas foi a da foto abaixo, que pegou fogo no final de semana anterior. Realmente, a conhecida expressão de "quem procura acha", tem dias que não funciona!

E por falar em "achar", na semana passada estava passando pela região do Maciambú (lado oposto das praias, interior) e quase atropelei um cachorrinho que assustado, correu para a beira da estrada. Parei o carro e fui verificar se tinha mesmo atropelado o bichinho e me deparei com uma cena triste: uma caixa com onze filhotinhos dentro dela e atrás da caixa, a cadelinha amamentando um outro filhote. Que situação... E agora? Levar pra casa não tinha como, mesmo porque eu não estou morando na minha casa e mesmo se estivesse é apartamento.

Pois bem, por sorte passou uma moça de caminhonete que, vendo aquela cachorrada aos meu pés, parou o carro e veio ao meu encontro. Graças à Deus que ela sugeriu que levássemos os cachorrinhos e a cadela para um sítio de um conhecido dela próximo dali...


Sinceramente, desejo do fundo do meu coração que esses cães cresçam bem fortes e, por uma ironia do destino, morda bem forte a bunda de quem os abandonou, para que aprenda que isso não se faz, nunca.

E para fechar a postagem de hoje com chave de ouro, recebi um mandado onde o endereço era uma rua, - que não existe na praia - porém, num ônibus branco, informando que o fulano morava nele. Juro que no primeiro instante achei que fosse um erro de digitação ou um equívoco do cartório, mas não, era assim mesmo:



E EU ACHEI!!!





Esse "achado" e o dos cachorrinhos foram para compensar a casa demolida e a queimada. Bingo!