13/03/2010

Problema de um é problema de todos

Um rato, olhando pelo buraco da parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Ao descobrir que era uma ratoeira, ficou horrorizado. Correu pelo pátio da fazenda advertindo à todos:
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"- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!"
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A galinha disse:
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"- Desculpe-me, Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda."
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O rato foi até o porco e disse:
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"- Há uma retoeira na casa!!! Uma ratoeira!!!"
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"- Desculpe-me, Sr. Rato - disse o porco - mas não há nada o que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o senhor será lembrado em minhas orações."
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O rato dirigiu-se à vaca e ela lhe disse:
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"- O quê? Uma ratoeira? E e eu estou em perigo? Acho que não!"
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Assim, o rato voltou para sua toca abatido para encarar a ratoeira. Naquela mesma noite, ouviu-se um barulho da ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia na ratoeira.
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No escuro, ela não viu que a vítima da ratoeira era uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher.
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O fazendeiro levou rapidamente sua mulher ao hospital, que voltou com muita febre. Para alimentar alguém com febre, nada melhor do que uma canja. O fazendeiro matou a galinha e fez a canja.
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Como a doença da mulher continuava, os familiares e amigos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
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A mulher não resistiu e acabou morrendo.
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Muitas pessoas vieram para o funeral. E o fazendeiro sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.
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Moral da História
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"Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos."
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Voltei de férias e assumi - por substituição - outra região além da que compreende a que está a comunidade de Frei Damião e verifiquei que não é somente lá que há problemas, principalmente de condições de moradia.
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Como o rato na história acima, as pessoas "alertam" para os problemas da cidade e achei muito interessante duas situações com relação ao asfalto ou calçamento de vias de acesso.
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Pode-se perceber que utilizam a frase "Bela por natureza" que, por sua vez, é o slogan da cidade que são encontrados em portais de acesso à cidade, carros dos taxistas e até em latas de lixo em postes na praça central.
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A primeira fica na localidade de Furadinho, na entrada da Praia de Fora, no sentido norte-sul, depois do Posto de Pedágio, à esquerda. Moradores insatisfeitos (e com razão) por conta do descaso da não pavimentação de ruas naquela localidade.
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"Bela por natureza e com ruas com buraco"
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(clique na imagem para aumentar)

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A segunda manifestação encontrada, fica numa das vias que vai do Loteamento Pagani II para o bairro São Sebastião. Conversando com moradores, trata-se de uma encosta que, quando chove, alaga a rua, onde se transforma numa verdadeira piscina.

Há duas placas, uma sobre a outra. A debaixo foi colocada primeiro, com os dizeres: "Piscina Bela por Natureza". Pelo visto, depois que a "piscina" secou, entende-se que a placa de cima foi colocada depois, conforme se vê:

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A situação mais inusitada aconteceu nessa semana onde fui procurar uma pessoa - destinatária de um mandado - porém, não pude ir de carro por uma boa parte da rua por conta da péssima condição de locomoção que existe. Trata-se da rua Manuel Rosa Freitas, no bairro Caminho Novo.

Infelizmente não achei quem eu procurava, mas pude conversar por alguns instantes com os moradores que estavam chateados, indignados e desacreditados que tal situação pudesse mudar, por conta de tantas promessas que já se foram.

Ouvi um relato triste de uma senhora que, por questões de privacidade, não citarei seu nome. Mas ela levou um tombo num dos milhares de buracos que há na rua e tem um problema feio no joelho. Inclusive, relatou que os caminhões de entrega - supermercados, por exemplo - ou não entregam a mercadoria ou viram na estrada. Das duas opções, a primeira sempre prevalece.

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Mas, o mais inusitado está por vir. Acredite: os moradores da tal rua pagam no carnê no IPTU uma "taxa de conservação de vias".

(clique na imagem)

Não sei se esta taxa todas as residências da cidade pagam, mas independente disso, naquela rua em questão, se a senhora que me atendeu e me mostrou o boleto paga R$ 21,85 e na rua há aproximadamente vinte casas, daria para ser feito algo.. Convenhamos, existe algo de errado, não?

Quero deixar bem claro que sou apartidário, não conheço funcionários de Prefeitura, Câmara de Vereadores, seja de qual cargo for, mesmo porque moro e voto em outra cidade, mas como o rato da história acima, problema de um é problema de outros, ou seja, este problema que é dos moradores, também é problema meu, que dificulta o desempenho do meu trabalho, do motorista da loja de móveis, do carteiro, do entregador de pizza, do agente de saúde e por aí vai...