25/04/2010

Um novo recomeço

Desde sexta-feira choveu sem parar região da Grande Florianópolis, tanto é que eu não consegui trabalhar na região da comunidade Frei Damião, não só pela chuva intensa, mas pelas condições que ficaram o local - se já era ruim, depois da chuva, sem maiore comentários. Pior que um dia de chuva, são - no mínimo - dois dias de atraso.



Como os próprios moradores já relataram na última enxurrada, quando começa a fechar o tempo - na maioria das residências - somente as crianças dormem à noite, enquanto os adultos ficam de prontidão para verificar se a água sobre para colocar os móveis nas partes mais altas da casa (isso se houver a tal parte alta).
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E quando a enchente aparece, o caos é total. Lixo acumulado mais do que o normal, pedaços de móveis, eletrodomésticos, colchões, roupas, calçados e alimentos misturados com a lama. Uma cena deplorável, porém, não tão triste quanto o olhar dos moradores.
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O que mais me impressiona é que apesar disso tudo, os moradores se unem com o pouco que sobra e tentam, com muito esforço, reconstruir suas vidas.
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Nos estragos da enchente anterior, conheci o Sr. Vicente, que teve sua casa destruída onde sobrou apenas uma parte da casa - onde agora dormem ele, a esposa e seis filhos - junto com alguns móveis doados por outros moradores. Apesar de toda essa situação difícil, me disse com muito entusiasmo:
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"Agora não importa o que a chuva tirou da gente, o que importa é o que a gente vai fazer com o que sobrou. Mais uma vez, um novo recomeço."